Ban Ki-moon considera que Timor-Leste não necessita de operações de paz
Díli – O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, afirmou que Timor-Leste não necessita mais da ONU nas operações de manutenção da paz, visto que a polícia timorense foi capaz de preservar a paz e estabilidade.
Numa conferência de imprensa, realizada ontem, algumas horas depois de ter chegado ao país, Ban-Ki-moon, questionado se Timor-Leste ficaria tranquilo após a partida dos membros da ONU em Dezembro, referiu que a polícia nacional provou que era capaz de manter a ordem, tendo em conta que as eleições decorreram com sucesso e de forma ordenada.
«Durante mais de 16 meses, a polícia nacional, PNTL, confirmou a sua responsabilidade pela condução de todas as operações policiais em Timor-Leste», referiu Ki-moon, acrescentando que «não estão apenas a fazer a diferença no país, mas em todo o mundo. Os polícias e militares estão a contribuir para as missões de paz das Nações Unidas em outras partes do mundo».
No entanto, referiu que isso não significa que o país não tenha problemas no futuro. «Têm ainda muitos desafios», disse, Ki-moon, explicando porque razão a ONU discutiu com o Presidente o papel que o organismo terá no futuro após a sua retirada a 31 de Dezembro. De acordo com o secretário-geral, as Nações Unidas abordou, com alguns líderes e representantes timorenses, a possibilidade de desempenhar um novo papel no país.
Questionado sobre se a ONU apoiou a perseguição e repressão dos responsáveis pela violência a civis, entre 1975 e a independência da Indonésia, Ban Ki-moon referiu que a posição da ONU permaneceu clara: «todos os autores de crimes contra a humanidade devem enfrentar a justiça».
«Tive discussões com o Presidente sobre isso», acrescentando que não era sustentável ter uma posição onde não existisse justiça para civis.
«Timor-Leste é um Estado soberano. Acredito que o Presidente Taur Matan Ruak e o procurador-geral estão a tomar as medidas necessárias para que os autores destes crimes sejam entregues à justiça».
O secretário-geral afirmou que o país percorreu um longo caminho nos últimos 10 anos, desde a conquista da independência.
«Têm muito com que se orgulhar. Aconselho que todos os timorenses tenham sucesso com as eleições presidenciais e parlamentares este ano».
(c) PNN Portuguese News Network
2012-08-16 13:23:11
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